Pág. 95 Veritas (comentado)

UMA CIDADE SEM MEMÓRIA CULTURAL É UMA CIDADE SEM FUTURO HISTÓRICO
Comentário
Professora de Literatura Maria Granzoto da Silva
Arapongas - Paraná


Veritas
(José Antonio Jacob)

Um dia ela voltou mais sorridente,
Emudecendo as vozes dos fuzis
E misturou-se ao povo, como a gente,
Na praça pública do meu país...

Ainda que essa igualdade comovente
Passasse em nossa vida por um triz,
(Pois que tudo se foi tão de repente)
No chão da pátria penetrou raiz...

Mas vai distante o aroma dessas flores...
Aonde caminha a paz o mal a espreita,
(Mas onde estão os frutos da colheita?)
Ah! Satã montou seu circo de horrores!

E o fez com “lobo em pele de cordeiro”
Que não se vexa de nutrir seus filhos
Com os parcos recursos maltrapilhos
Da miséria do povo brasileiro.

Sacode o Berço Esplêndido e civil,
Depura o chão da nódoa da cobiça;
Que ferva o sangue nobre da Justiça
No coração valente do Brasil!

Não tarda o solavanco do revés...
- Levanta Justiceira! Ergue teu busto!
Empunha o gládio por causa do justo
E esmaga essa impostura com teus pés!



Introdução

Sentimentos os mais variados latejam e percorrem o meu corpo e mente ao ler VERITAS, do poeta José Antonio de Souza Jacob, um escritor que o Brasil precisa melhor conhecer para encharcar-se em sua sabedoria, em sua Arte de fazer poesia. Li e reli. E continuarei relendo porque a cada nova leitura, novas redescobertas, novas visões de mundo me invadem a alma!

Iniciando pelo fundo musical, o Hino Nacional Brasileiro, executado aos sons de gorjeios incontáveis da nossa já não tão incontável fauna! Hino símbolo da Pátria, cuja letra nem todos dominam... Basta ver pela TV, durante as solenidades públicas... Vergonhoso! Mas, “Veritas”!

O título

É na Idade Média, que pela primeira vez foram escritos tratados sob o título De veritate e a definição medieval de verdade como "adequação do intelecto à coisa", que é bem conhecida.

Nosso objetivo não é o estudo de obras medievais, de autores como Anselmo de Cantuária, Aristóteles, Tomás de Aquino, dentre outros que abordam a questão de Veritas, a Verdade.

A palavra verdade pode ter vários significados, desde “ser o caso”, “estar de acordo com os fatos ou a realidade”, ou ainda ser fiel às origens ou a um padrão. Usos mais antigos abarcavam o sentido de fidelidade, constância ou sinceridade em atos, palavras e caráter. Assim, "a verdade" pode significar o que é real ou possivelmente real dentro de um sistema de valores. Esta qualificação implica o imaginário, a realidade e a ficção, questões centrais tanto em antropologia cultural, artes, filosofia e a própria razão. Como não há um consenso entre filósofos e acadêmicos, várias teorias e visões a cerca da verdade existem e continuam sendo debatidas.

Para Nietzsche, por exemplo, a verdade é um ponto de vista. Ele não define nem aceita definição da verdade, porque não se pode alcançar uma certeza sobre a definição do oposto da mentira. Daí seu texto "como filosofar com o martelo".

Quem concorda sinceramente com uma frase está alegando que ela é verdadeira. A filosofia estuda a verdade de diversas maneiras. A metafísica se ocupa da natureza da verdade. A lógica se ocupa da preservação da verdade. A epistemologia se ocupa do conhecimento da verdade.

As questões tipicamente debatidas incluem:

- O que pode ser classificado como falso ou verdadeiro?

- Como definir e identificar a verdade?

- A verdade é subjetiva, objetiva, relativa ou absoluta?

O primeiro problema para os filósofos é estabelecer que tipo de coisa é verdadeira ou falsa, qual o portador da verdade (em inglês truth-bearer). Depois há o problema de se explicar o que torna verdadeiro ou falso o portador da verdade. Há teorias robustas que tratam a verdade como uma propriedade. E há teorias deflacionárias, para as quais a verdade é apenas uma ferramenta conveniente da nossa linguagem. Desenvolvimentos da lógica formal trazem alguma luz sobre o modo como nos ocupamos da verdade nas linguagens naturais e em linguagens formais.

Na verdade, o que nos importa é que “Veritas” é veritas!

A primeira estrofe

Um dia ela voltou mais sorridente,
Emudecendo as vozes dos fuzis,
E misturou-se ao povo, como a gente,
Na praça pública do meu país...

É evidente que se trata da verdade, do seu retorno! Quem não se lembra da história deste País?

Destacamos, na sociedade brasileira, dois contextos nos quais estas práticas foram utilizadas, de forma abusiva, visando a exclusão de outra história: a dos torturados e exilados políticos. Nos anos 30, tivemos a Ditadura do Estado Novo (1930 a 1945) e nos anos 60, 70 e 80 – a Ditadura Militar Brasileira (1964-1985).

Segundo Tristão de Athayde,

“o movimento de 64 atuou com muito mais violência e arbítrio do que o de 30, causou mais sofrimentos humanos, baseou-se sociologicamente em um filosofia de segurança nacional, elaborada nos Estados Unidos e brutalmente executada na América Latina”.

O período do Regime Militar Brasileiro foi marcado pela influência da Doutrina de Segurança Nacional e explicitou um conjunto de políticas que, sob a máxima “desenvolvimento com segurança”, articulou medidas de efetivo controle social com estratégias econômicas de maior inserção do Brasil na ordem capitalista internacional. A realização da lógica: “estabilidade e crescimento econômico” só foi possível devido à eliminação pela via da coerção do conflito no interior da sociedade. Em todo o Brasil, a repressão aos grupos “subversivos” se fez presente.

A existência de um regime autoritário provocou a existência de repressão, exílios e prisões. Tais acontecimentos levaram à reação da sociedade civil que exprimiu seu descontentamento de diversas formas, dentre elas: as manifestações de rua entre os anos de 1964 e 1968, o movimento estudantil, a luta armada, as organizações de esquerda, e o movimento pela anistia.

Nossa atenção se volta para o Estado de Minas Gerais, um dos principais focos de resistência ao Regime Militar e onde as ações dos Movimentos pela Anistia mobilizaram sentimentos de solidariedade e apoio aos presos políticos e exilados. Entre as ações destes movimentos destacamos as denúncias de arbitrariedades cometidas com base nos atos de exceção e o apoio às vítimas do autoritarismo militar.

Quem não se lembra do lema dos Movimentos Femininos pela Anistia em todo o país era: “A luta pela Anistia ampla, geral e irrestrita”? Com o tempo, as integrantes dos MFPAs foram percebendo que se tratava de uma luta mais profunda: tratava-se de uma luta pela democracia.

E assim foram “Emudecendo as vozes dos fuzis,”

A segunda estrofe

Ainda que essa igualdade comovente
Passasse em nossa vida por um triz,
(Pois que tudo se foi tão de repente)
No chão da pátria penetrou raiz...

No decorrer da campanha pela anistia formaram-se entidades como “Comitês Brasileiros pela Anistia”, o Movimento “Tortura Nunca Mais”, Comissão “SOS Democracia”, “Comissão dos Direitos Humanos da Arquidiocese de Belo Horizonte”. Tais entidades continuaram em atividade e têm denunciado o clima de impunidade existente no país e a constante violação dos direitos humanos e de cidadania, tanto dos mortos e desaparecidos políticos do regime militar brasileiro como também, das minorias sociais: negros, mulheres, pobres, etc.

Após o regime militar, verificou-se no Brasil, o agravamento da questão social simultaneamente a uma grave crise econômica. Anos seguidos de recessão, de degradações morais, de corrupções políticas e de impunidades levaram a população a uma apatia, depressão e desesperança. Segundo Álvaro Vieira:

"A nação subdesenvolvida é, portanto um ser social igualmente alienado, um ser cuja essência está fora dele, é possuído por outros, no caso as nações desenvolvidas que detêm o comando de sua economia e por esse meio, o de seu destino".

A transição lenta e gradual para a democracia - posteriormente - desmobilizou os cidadãos e alienou seus interesses. Contudo podemos nos orgulhar da ação da sociedade civil no período da ditadura militar.

Não podemos negar que, se as mudanças culturais dos anos 70 e 80 não atingiram a todos de imediato, seus reflexos persistem na sociedade e foram progressivamente assimilados pelos relutantes guerreiros da moral e dos bons costumes. Se nas décadas de 70 e 80 os valores se concentraram na sexualidade e na liberdade humana, hoje eles são basicamente econômicos. Se antes se lutava pela liberdade, hoje, esta luta se perdeu no meio do caminho, que não nos leva mais a uma "utopia", mas sim a um meio termo: onde não se tem nem liberdade “de fato” (visto que sobrevivem persistentemente em nossa sociedade, os resquícios da moral tradicional e da sociedade autoritária), nem independência econômica. Daí “(Pois que tudo se foi tão de repente)”...

A terceira estrofe

E o fez com “lobo em pele de cordeiro”
Que não se vexa de nutrir seus filhos
Com os parcos recursos maltrapilhos
Da miséria do povo brasileiro.

E que há de negar? Presenciamos a unificação de interesse na reivindicação de “impeachement” do ex-presidente Collor. Os intrépidos cara-pintadas, uma réplica do “Para não dizer que não falei de flores...” Todas essas manifestações demonstraram que a população brasileira é sempre ativa na defesa das causas democráticas. Contar a história desses movimentos é resgatar as entrelinhas e os silêncios da narrativa histórica oficial. É desvendar sonhos e utopias silenciados pelos gritos, espancamentos, mutilações. Ouvir os "murmúrios" dos arquivos e dos documentos é registrar paixões, ideologias, costumes, valores de uma determinada facção social, emudecida pela omissão historiográfica. Resgatar esta história é resgatar parte de nossa memória, uma memória de luta, de resistência, de desaparecidos e torturados. Trata-se de uma análise sobre o pensamento político de pessoas que romperam laços autoritários de dominação e ajudaram a mudar a história do Brasil.

“ Da miséria do povo brasileiro.” Euclides da Cunha, em “Os Sertões”, escreveu sobre os “traços mais expressivos das sub-raças brasileiras”. Jagunços, tabaréus, caipiras... A força motriz da História...Ah, se ele soubesse... Descamisados, sem-teto, sem assistência médica eficaz, sem-terra, “n” variedade de bolsas que não estão nas vitrines...

A quarta estrofe

Sacode o Berço Esplêndido e civil,
Depura o chão da nódoa da cobiça;
Que ferva o sangue nobre da Justiça
No coração valente do Brasil!

Voltando ao Euclides da Cunha: “ E tanto quanto o permitir a firmeza do nosso espírito façamos jus ao admirável conceito de Taine sobre o narrador sincero que encara a História como ela merece:

“...Il s’ irrite contre les demi vérités que sont des demi faussetés, contre les auteurs qui n’altèrent ni une date, ni une généalogie, mais dénaturent les sentiments et les moeurs, qui gardent le dessin des événements et en changent la couleur, qui copient les faits et défigurent l'âme; il veut sentir en barbare, parmi les barbares, et, parmi les anciens, en ancien.”

Euclides da Cunha.
São Paulo, 1901

Precisa comentar mais?
Vamos então à última estrofe:

Não tarda o solavanco do revés...
- Levanta Justiceira! Ergue teu busto!
Empunha o gládio por causa do justo
E esmaga essa impostura com teus pés!

Em outubro estaremos elegendo os ditos “ nossos represententes “, aqueles que, segundo consta, defenderão nossos direitos com a maior retidão possível.

Serão os nossos “ Veritas “!  
É hora do  “solavanco do revés"!     

Não sejamos ou não continuemos analfabetos!

Lembrando Bertolt Brecht, “O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais. “

Encerro com um trecho do texto de Maria Lucia Victor Barbosa, datado de 29/08/2010

“Em que pese o grande progresso material atingido pela humanidade no que tange aos avanços da ciência, da tecnologia e dos meios de comunicação, vivemos grandes paradoxos. Entre os absurdos da atualidade se pode observar que, apesar do acesso ao conhecimento e à informação, algo nunca antes existido para as grandes massas populacionais em todo planeta, o ser humano permanece ignorante e desinformado. Por conta disso, aumenta a manipulação dos poderes político e econômico e se vive um tempo de nulidades que são aceitas e projetadas com êxito na literatura, na música, no teatro, nas artes plásticas, no esporte, na economia na política, enfim, em todas as atividades que se tornam vulgares, artificiais, aviltadas.

No que diz respeito à política não é difícil constatar que o Brasil se tornou o reino das nulidades, algo que se vem acontecendo de forma acentuada há quase oito anos. Como conseqüência, o eleitor sofreu um retrocesso voltando aos tempos que lembram a obra de Victor Nunes Leal, “Coronelismo, Enxada e Voto”. Em novos tempos, novos votos de cabresto, novos currais eleitorais.”

“Veritas” , poeta Jacob! O Brasil precisa de “Veritas”!


“Não tarda o solavanco do revés...
- Levanta Justiceira! Ergue teu busto!
Empunha o gládio por causa do justo
E esmaga essa impostura com teus pés!”

Conclusão

Hipérboles, metáforas, comparações, anacolutos, anáforas, catacreses... Enfim, a História do Brasil está povoada de figuras, nem sempre “veritas”!

Maria Granzoto da Silva
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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53. 53. WEFFORT, Francisco C. Por que democracia? 4ª ed. São Paulo: Brasiliense,1986



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Teoria e Storia dell'Ontologia
Théorie et Histoire de l'Ontologie
Theorie der Geschichte und Ontologie
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Mercantante, Anthony S. O fato de Encyclopedia of Mythology Arquivo Mundial e Legend. Fatos em File, 1988, p. 654, ISBN 0-8160-1049-8.


Poesia de Bolso - Ed. ArtCulturalBrasil/2011



POESIA DE BOLSO
ÍNDICE


Sonetos

7/ Desenho (Comentado)
8/ Sonho de Papel (Comentado)
9/ Florzinha (Comentado)
10/ Impulsão (Comentado)
11/ Bolhas de Sabão (Comentado)
12/ Fim de Jornada (Comentado)
13/ Amor -Próprio Ferido
14/ A Dança dos Pares Perdidos
15/ Afronta Impiedosa (Comentado)
16/ Almas Primaverais
17/ Casinha de Boneca
18/ Nós Somos Para Sempre
19/ Sonhando (Comentado)
20/ Faltas e Demoras
21/ Velho Órfão
22/ Silêncio em Casa
23/ Quanto Tempo nos Resta? (Comentado)
24/ Enigma
25/ Despercebimento
26/ Porta-retratos
27/ Roseiras Dolorosas
28/ Sonho Quebrado
29/ O Espelho
30/ O Palhaço (Comentado)
31/ Varal de Luzes
32/ História sem Final
33/ O Beijo de Jesus (Comentado)
34/ Musa do Ano Novo
35/ Natal dos meus Sonhos (Comentado)
36/ O Ano Bom do Bom Fantasma
37/ Domingo em Casa
38/39/ Elogio à dor do Desamor I e II
40/ Almas sem Flores
41/ Crença
42/ Além da Porta
43/ Alminha
44/ Carretéis
45/ Os Afogados
46/ Jardim sem Flores (Comentado)
47/ Mudança
48/ O Vira-lata (Comentado)
49/ Revelação
50/ O Vendedor de Bonequinhos
51/ Repouso no Sítio (Comentado)
52/ Tédio
53/ Crepúsculo de uma Árvore
54/ Noite Fria
55/ Oração do Descrente
56/ Não Despertes Sonhos Nos Meus Dias
57/ Falsidade
58/ Renascer
59/ Poodle
60/ Prisioneiro
61/ A Mãe e a Roseira
62/ A Saudade Sempre Pede Mais
63/ Sublimação (Comentado)
64/ Solidão (Comentado)
65/ Esperança Morta
66/ A Aurora da Velhice
67/ Mãos nos Bolsos
68/ Figurinhas
69/ História Boa
70/ Soneto para o Poeta Triste
71/ Minha Senhora
72/ Soneto de Natal
73/ O Pai e a Terra
74/ Minha Mãezinha
75/ Brinquedo
76/ Alegoria
77/ Almas Raras
78/ Angústia
79/ As Formigas
80/ Velhice Feliz
81/ Na Poltrona
82/ Oração do Dia dos Pais
83/ Ócio e Solidão
84/ A Prece do Capuchinho
85/ Último Delírio
86/ Canção do Rio
87/ O Verso Único
88/ Páscoa
89/ De Volta aos Quintais
90/ Amada Sombra que Persigo
91/ Eu Creio Sim!
92/ Coelhinho da Páscoa
93 Restou uma Poesia
94/ Meu Presépio

Quadra
95/ Veritas (Comentado)

Sextilhas
96/ Delírios de Maio (Comentado)
100/101/ Passeio na Cidade
102/ Natal na Rua da Miséria (Comentado)
104/105/ Uma Temporada na Roça
106/ O Fantasma que mora em meu Sofá
108/ Filhos de Minas




ESPECIAIS JOSÉ ANTONIO JACOB

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(Magnífica declamação do artista português José Bento)

O Sono de Pensar
(Poema em versos livres)

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AVSPE José Antonio Jacob
Homenagem da poetisa Tere Penhabe
(Acróstico Poético)
(Apresentação de Maria Granzoto da Silva)

Resposta ao Passado
(Especial ArtCulturalBrasil)

Mémória de Bibelô
(especial ArtCulturalBrasil)

Além da Porta
(Vídeo de Dorival Campanelle)

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